Como anda sua motivação?

Esse é um tema polêmico e que divide opiniões de especialistas e estudiosos, mas vira e mexe esse tema está presente em nossas vidas, e para entender melhor esse assunto é preciso esclarecer primeiro alguns pontos sobre como nossa mente funciona e sobre as nossas necessidades e comportamentos.

Primeiro você precisa entender como a sua mente processa informações.

Todas as informações que recebemos do mundo são através dos nossos cinco sentidos que são a visão, o olfato, o tato, a audição e o paladar. Essas informações são armazenadas em nosso subconsciente, da mesma maneira que um computador salva uma informação em um banco de dados. No caso da mente humana, essas informações são registradas em forma de memórias, de todos os tipos, ruins ou boas. É claro que nem todas as informações são armazenadas, como por exemplo, talvez você não se lembre mais o que jantou na quinta-feira passada. No entanto quando uma informação tem uma carga emocional atrelada a ela ganha um significado diferente. Se na quinta feira passada você tivesse jantado com uma pessoa especial,  a chance de você se lembrar o que comeram é muito maior.

A nossa mente usa essas memórias para nos orientar na tomada de decisões em nosso dia a dia. Esse conjunto de memórias vão criando a nossa experiência, criando e fortalecendo as nossas crenças limitantes ou empoderadoras, formando nossos valores e formando quem nós somos. Sem essas informações, nós seriamos incapazes de “funcionar” direito, pois não teríamos uma sequência lógica de pensamento. Não usaríamos a nossa “experiencia de vida” para tomar as decisões.

E as necessidades e comportamentos? Como se relacionam com a motivação?

A pessoa tem uma necessidade insatisfeita. Essa necessidade, a medida que vai ficando mais intensa, vai criando uma tensão que, em certo momento, se torna insuportável e que precisa ser satisfeita. Nesse momento a pessoa vai fazer alguma coisa para satisfazer essa necessidade. Ele faz e a necessidade satisfeita não faz mais pressão. Mas logo uma nova necessidade surge, começa a pressionar e o ciclo se repete.

Então a pergunta: o que motivou a ação da pessoa? A pressão que surgiu por causa de uma necessidade insatisfeita. Então, uma necessidade insatisfeita é que motiva a ação.

Vou dar um outro exemplo:

A pessoa está com fome. Isso gera nela uma tensão interna que é alimentar-se. Então a grosso modo ela se sente motivada a se alimentar e fazendo isso a fome passará e a tensão deixa de existir. Problema resolvido. Na prática sabemos que não é tão simples, pois a pessoa pode estar em algum tipo de dieta e consequentemente a motivação para perder peso pode ser maior do que a de comer. Pode ser que ela decida comer um lanche, mas por problemas de saúde, comer uma salada a motive mais. Talvez ela gostaria de comer em um restaurante caro, mas a motivação para guardar dinheiro para trocar o carro seja maior. Perceba que embora a tensão interna inicial precise ser resolvida, a motivação que levará à alguma ação depende de vários fatores, mas sempre será uma escolha da própria pessoa. O comportamento adotado depende única e exclusivamente da própria pessoa.

As nossas necessidades são as geradoras de nossas tensões internas e de acordo com as nossas experiências, vivências, crenças, valores, adotamos um certo tipo de comportamento. No entanto, o tipo de comportamento adotado dependerá de muitos outros fatores individuais assim como do próprio ambiente em que a pessoa está.

Algumas necessidades são básicas, como as necessidades fisiológicas de água, ar, alimento, sexo, sono e abrigo. Outras podem ser consideradas secundárias, como  autoestima, status, pertencimento a grupos, afeto, entrega, realização, autoafirmação e espiritualidade.

Como se percebe, essas necessidades variam em intensidade e com o tempo, e de pessoa para pessoa. Esses são os incentivos que nos levam ao estado de motivação.

Então a motivação é um motivo para a ação, é uma força interna que nos move em direção à algo que queremos.

Para mim, esse ponto é muito importante: saber exatamente o que você quer e principalmente porque você quer isso.

As pessoas motivadas permanecem fiéis na execução de suas tarefas até atingirem seus objetivos.

E como nos motivar?

A primeira coisa a ser feita é ter clareza sobre os nossos objetivos. É saber porque aquilo é importante pra gente. Não estou falando de coisas grandes, como comprar uma casa, um carro, se formar na faculdade ou fazer uma viagem pra Europa…

Estou falando de coisas do dia a dia que temos que fazer e não temos motivação, como por exemplo, ir pra academia, fazer determinada tarefa no trabalho, ir para o trabalho, fazer um curso, ler livros…

Se você não tem clareza do porque aquilo é importante, simplesmente “não tem vontade” de fazer…

Como não tem o incentivo, a motivação simplesmente desaparece.

Você já ficou ansioso ou irritado quando o domingo vai acabando? Odeia segunda-feira?

Quando está no trabalho fica olhando para o relógio a cada 10 minutos pensando no almoço ou na hora de ir embora para casa? Conta os dias para chegar logo a sexta-feira?

Todos esses sintomas podem estar relacionados a falta de motivação no trabalho. Talvez você não goste do que faz, talvez goste mas ganhe pouco, talvez seja o ambiente que é ruim, talvez o seu chefe seja péssimo, enfim podem ser vários motivos, mas se você não fizer nada a respeito, nada vai mudar.

Se você deseja ter um corpo mais magro mas só de pensar em ir pra academia já te dá uma preguiça danada, os motivos para ter esse corpo mais magro não estão fazendo sentido pra você.

A sua mente tem um poder incrível. Ela é capaz de despertar recursos para que você alcance aquilo que deseja.

A boa noticia é que você pode usar este poder para se automotivar e conquistar seus resultados desejados.

Muitas pessoas acreditam que, para se sentirem motivadas, precisa acontecer algo extraordinário em suas vidas e na verdade não precisa.

Talvez você não tenha percebido antes, mas o fato é que você tem o poder de se automotivar, apenas usando o poder da sua mente.

Primeiro, você precisa de uma estratégia bem simples.

Pense o seguinte: existiram momentos em sua vida, em que se sentiu contente, satisfeito, realizado, confiante e motivado, não é verdade?

O que houve na ocasião? Talvez você tenha passado em algum teste, conseguido uma promoção, conhecido alguém – que hoje é importante em sua vida -, você realizou algo que no final lhe trouxe boas sensações.

Como você criou essas boas sensações? Através de seus critérios pessoais. O seu sistema interno que avalia todas as suas experiências. Este sistema determina quando você deve se sentir bem e quando deve se sentir mal.

Não são as situações que determinam como você se sente… É você mesmo, através de sua própria mente, vendo, ouvindo e sentindo através da sua percepção.

Como exercício, você pode anotar as informações importantes relacionadas às suas experiências vitoriosas. Por exemplo: relembre uma experiência em que foi bem sucedido.

Anote como estava a sua postura, respiração, movimentos, sons, imagens, sensações. Pegue todas essas informações e reproduza-as em sua mente. Se possível, gesticule como gesticulava. Respire como respirava. Crie a mesma expressão, que tinha na ocasião…

Este processo é conhecido na programação neurolinguística como modelagem. Você pode modelar seus próprios momentos de vitória e usar esse modelo para outras atividades para chegar nas mesmas sensações.

Lembrar de experiências em que fomos bem sucedidos, é uma das melhores formas de nos automotivarmos.

Infelizmente, muitas pessoas realizam este processo de maneira inversa. Criam sentimentos e pensamentos negativos, em vez de se automotivarem. Elas criam sentimentos de tristeza que consequentemente as levam até em um estado de depressão.

Você deve fazer com que a sua mente trabalhe a seu favor, e não contra você.

Como você cria seus pensamentos? Você cria seus pensamentos através de imagens, sons e sensações, e também, através de perguntas que faz para si mesmo. Quando você aprende a manipular esses elementos, você aprende a controlar sua mente e consequentemente seu foco e seu comportamento.

Tudo que você tem de fazer para se automotivar, é encontrar um motivo suficientemente importante, ou vários, que te levarão a ação. Em outras palavras, você precisa saber exatamente quais são suas prioridades.

Lembre-se: tudo que deseja alcançar, primeiro começa em sua mente. As pessoas que geram resultados positivos na vida delas seguem esse processo.

Acredite em seu potencial e habilidades. Crie oportunidades de melhoria para seu sucesso. Acreditar no próprio sucesso é se presentear com esperança e alimentar sua determinação.

Fazer o que se gosta, seja em forma de lazer ou trabalho, aceitar que possui defeitos que poderão ser minimizados mas também reconhecer as excelentes qualidades, muitas vezes desconhecidas por você mesmo. O sucesso nos motiva a continuar buscando maiores desafios, realizações e dividir as vitórias com aqueles que reconhecem nosso valor.

Identificar, compreender e respeitar as diferenças entre as pessoas com as quais se relaciona e construir assim um relacionamento agradável e flexível. A satisfação existente em um relacionamento nos motiva a manter a alegria e bem estar e a querer conviver com mais pessoas para poder contagiá-las positivamente e transformar suas vidas.

Sempre que puder escreva seus motivos em um papel. Todas as vezes que “materializamos” o nosso pensamento dizemos à nossa mente que aquilo é realmente importante, além de estarmos visualizando os nossos motivos.

Além dos motivos certos, de acordo com os seus objetivos, você precisa criar também uma estratégia, para entrar em ação. Lembre-se que é a ação que vai fazer a diferença e não sua motivação.

É a ação que gera os resultados que você deseja. Sem ação não há resultados!

É possível motivar outras pessoas?

Conceitualmente, ninguém motiva ninguém. O que pode ser feito é incentivar ou estimular alguém, uma vez que a motivação é intrínseca à pessoa. Por isso, muita gente a traduz como “ter vontade de”.

Não é possível uma pessoa motivar outra pessoa, simplesmente porque a motivação é algo que está dentro de cada um. O máximo que se pode fazer é dar condições para que uma pessoa realize sua motivação e só.

Se não podemos criar uma necessidade dentro da pessoa não podemos criar motivação. O que se pode fazer é dar condições para que a pessoa satisfaça essa necessidade.

Um exemplo: a necessidade insatisfeita do colaborador é crescer na empresa, atingir postos de liderança. Se o gestor, ao perceber isso, der ao colaborador a possibilidade de fazer cursos, estágios, substitui-lo nas férias, para que ele vá se preparando para uma função de chefia, ao mesmo tempo em que atrela essas ações ao atingimento pelo colaborador de algumas metas, ele está dando ao colaborador a possibilidade de realizar sua necessidade insatisfeita de crescimento profissional, ao mesmo tempo em que ele atinge determinados objetivos de interesse da empresa.

O gestor o motivou? Não. Apenas o estimulou a realizar sua motivação. É o máximo que um gestor pode fazer. É dar aos seus colaboradores o estímulo para que eles satisfaçam suas necessidades.

Image by Luisella Planeta Leoni from Pixabay

E para encerrar vou citar 15 dicas para te incentivar, para te ajudar a alcançar seus objetivos e superar as dificuldades:

 

1. Acredite em você.

Antes de tudo, acredite em si mesmo. Não se compare com ninguém a não ser com você mesmo. Só é possível desenvolver um bom trabalho e atingir suas metas se você tiver compreensão e clareza sobre a sua capacidade de realização e suas habilidades. Aceite quem você e trabalhe para melhorar sempre.

2. Tenha sonhos.

O que ajuda a te manter motivado são seus sonhos. Permita-se sonhar e sonhe grande. Os sonhos são como energia extra para atingir os objetivos. Pense sobre sua vida e perceba se seus sonhos estão em primeiro plano e se você está lutando por eles.

3. Não desista de lutar.

Por mais que a batalha seja árdua, não fuja dos desafios. Portanto, supere o medo e as incertezas. Para conseguir ultrapassar barreiras, o conhecimento e a preparação são essenciais na conclusão das grandes etapas de seus projetos. Sendo assim, arrisque e esteja sempre consciente da sua competência.

4. Aprenda com os erros.

Os erros tornam o indivíduo mais experiente e atento com relação a novas situações, fazendo com que essa experiência se converta em aprendizado. Portanto, não se bloqueie diante de uma falha, mantenha o foco e siga em frente.

5. Treine sua mente para ser resiliente.

É claro que podem acontecer imprevistos mas se você estiver preparado conseguirá superar as adversidades e aprenderá com elas. Seja como um bambu que se dobra ao vento indo até o chão mas que não se quebra. Quando o vento cessa, ele retorna ao ponto em que estava.

6. Se prepare para as críticas.

Entenda que as pessoas vão te criticar de qualquer maneira, fazendo ou deixando de fazer. Elas não vão entender as suas motivações, por isso faça por você. Não dê ouvidos a quem não está a fim de progredir. Aprenda com quem está onde você quer chegar.

7. Realize atividades que fazem você feliz.

A melhor maneira de driblar a falta de motivação é fazer coisas que proporcionem bem­-estar. Faça uma lista de atividades que você gostaria de realizar e comece a praticá-­las. Você vai perceber que, aos poucos, se sentirá mais motivado e determinado a realizar todas as suas tarefas com o mesmo ânimo e excelência.

8. Pense positivo.

Ser otimista e encarar os desafios com firmeza e disposição contribui para que boa parte da jornada seja percorrida. Dessa forma, procure direcionar suas atitudes e perspectiva para os pontos positivos. Risque a palavra pessimismo do seu vocabulário.

9. Decida o que você quer. Estabeleça metas.

Pensar positivo e sentir-se bem são impulsionadores para que a motivação esteja presente, porém é preciso colocar em práticas tais emoções. Para que isso seja possível, relacione suas prioridades, bem como as tarefas e os respectivos prazos. Não esqueça de  colocá-los em sistema de passos, para que você perceba a evolução a cada tarefa cumprida. Assim, será mais fácil visualizar tudo que precisa ser feito.

10. Tenha uma visão clara e seja fiel a esta visão.

Além de estabelecer as metas tenha uma visão clara do porque essas metas são importantes para você. Isso vai te ajudar a se manter no caminho para atingi-las mesmo quando estiver sem energia ou passando por dificuldades.

11. Ande com pessoas que irão reforçar o seu objetivo e a te manter motivado.

Aceite criticas e sugestões somente de pessoas que estão onde você deseja estar. Modele o comportamento dessas pessoas. O que elas fizeram para chegar lá. Adapte para você esses pensamentos e comportamentos e siga em frente.

12. Reclamações só bloqueiam sua motivação.

Reclamar da situação não vai resolver o problema. O primeiro passo para a solução, é optar pela mudança de comportamento, analisando o que está errado e quais são as alternativas para solucionar a questão. Externar as dificuldades só atrasará você de reverter esse quadro.

13. Reflita.

Reserve  tempo para refletir sobre atitudes, conquistas e fracassos. Essa análise é crucial para que você possa constatar se os seus objetivos estão alinhados com as suas ações, de forma que você possa redirecionar seus esforços para o que realmente almeja.

14. Seja feliz durante o processo.

Muitas vezes esperamos atingir o nosso objetivo pra sermos felizes e se não atingimos acabamos não sendo felizes. Seja feliz em cada etapa do processo, por menor que seja. Isso te dará o gás para continuar na caminhada e reforçará mais ainda a alegria quando atingir o seu objetivo.

15. Seja grato. Comemore as conquistas.

É importante ter a consciência dos resultados obtidos. Assim sendo, celebre suas vitórias por menores que elas sejam e permita que a sensação de dever cumprido e metas alcançadas invadam seu ser. Agradeça e comemore!

Todas essas atitudes positivas e emoções podem ser alcançadas com hipnose, programação neurolinguística, inteligência emocional, coaching, entre outros processos que visam incentivar as pessoas e estimulá­-las a desenvolver suas habilidades para alcançar objetivos tanto na vida pessoal quanto profissional.

Um comentário em “Como anda sua motivação?

  1. Daniela dos Santos Ramos Responder

    Eu gostei muito das explicações e concordo com o ponto das crenças limitantes, somos treinados a agir conforme o senso comum,qual nós foi passado,por nossas famílias, igrejas etc..,por isso não usamos a argumentação não questionamos o porquê, somos complacentes com nossos familiares e todas as pessoas que não circundam.
    Ao mudarmos a maneira de pensar,temos que estar preparados para as críticas e não aceitação de quem, vive em função do senso comum.

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